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Escritora conversou com público formado principalmente por adolescentes.

De pé, junto à plateia, ela aproveita para fazer carão na foto com os fãs. Sempre sorridente, não se esquece dar um recado importante: “Me marca na foto no seu Instagram que eu vou curtir depois”. Quando finalmente é apresentada ao público, pergunta: “preferem que eu fique aqui, no meio de vocês, ou vá lá para cima no palco?”.

A resposta, em coro, é que todos preferem ela no palco, onde todos vão conseguir vê-la melhor. “Sou muito baixinha, né?”, brinca. É com simpatia, bom humor e muito falatório que Thalita Rebouças conquista o público jovem por onde passa. A exemplo do bate papo realizado na última sexta-feira (5), durante o Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços).

Há 17 anos no ramo literário, a escritora também é formada em jornalismo, mas abandonou o título, que hoje considera impróprio para si, escreve e conversa com crianças e adolescentes em todo Brasil sobre os assuntos que mais os perturbam ou alegram: primeiro amor, espinhas, problemas na família e na escola e muitos outros.

Desde a série de livros ‘Fala Sério’ até o novo lançamento ‘Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado’, Thalita procura usar a mesma linguagem dos leitores que a leem. Da adolescência ela já passou, mas garante que não mudou muita coisa. “Tudo igual, a única diferença é que hoje os adolescentes têm o mundo na palma das mãos. Fora isso, as mesmas espinhas, mesmas questões, mesmas angústias e a mesma intensidade”, pontua.

Questionada sobre o novo livro, afirma estar feliz em poder ter abordado temas nunca antes expostos em suas obras. “É um livro que me emocionou bastante, estou lançando ele com muita expectativa porque acho que é o meu melhor livro”, explica.

A interação com o público, ela tira de letra. Além de piadas, também conta suas próprias experiências durante a adolescência. Como não gosta de palestrar sobre um tema específico que possa não interessar aos jovens, abre para perguntas logo no início e assim a conversa flui. Apesar de parecer tarefa extremamente difícil lidar com adolescentes, Thalita assegura que não tem nada de diferente. “Adolescente não sorri à toa, não gasta sorriso à toa. Quando eles riem, é porque estão com vontade de rir. Quando choram é porque estão com vontade de chorar. Eu me identifico muito com essa intensidade do adolescente. Acho que é por isso que temos essa conexão tão grande”.

Conexão que pode ser sentida do início ao fim do bate-papo com a autora no Flipoços.