quinta-feira , 19 outubro 2017
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“Durante muito tempo o DMAE não respondia às pessoas”, afirma diretor


Formado em Engenharia Civil, Antônio Roberto de Menezes trabalhou como supervisor de manutenção e expansão e foi gerente da divisão de engenharia antes de assumir a diretoria do Departamento Municipal de Água de Esgoto (DMAE), onde era servidor de carreira do DMAE há 33 anos.

Em entrevista ao Poços Já, ele comentou sobre as medidas que serão tomadas para evitar gastos desnecessários e as melhorias que pretende fazer no atendimento ao público e esclarecimento de dúvidas da população.

Poços Já: Qual a a real situação do DMAE hoje?

Antônio Roberto: A equipe de transição fez um levantamento, principalmente da situação financeira do DMAE, até porque isso é exigência da Lei Orgânica do Município. O levantamento foi feito, foi passado para nós e, como a gente já estava aqui dentro do DMAE, fica mais entender as coisas. Não estamos numa situação tão complicada quanto a da Prefeitura, mas também não é uma situação tranquila. Não cabe aqui entrar nos detalhes, mas a gente está procurando agora, inclusive, algumas reduções de despesas, até com empresas terceirizadas e horas extras, para que o DMAE volte à sua normalidade e possamos por em prática as obras que precisamos.

Poços Já: A situação dos reservatórios da cidade já foi vista? Será preciso fazer racionamento no período de seca?

Antônio Roberto: Não. O DMAE, em termos de abastecimento, está numa situação muito tranquila. Tanto que, naquela crise hídrica de 2014, quando víamos várias cidades do estado de São Paulo, em cinco dias, tendo um com água e quatro sem, aqui em Poços de Caldas nós passamos muito bem. Nós temos hoje uma produção acima do que necessita a população, inclusive em algumas horas nossa Estação de Tratamento, a ETA 5, paralisa. Ainda tem uma folga para crescer. É claro,tudo pode acontecer. Se vier uma seca violentíssima, como aquela de 2014, pode ser que precise. Mas não é o caso. Hoje, não temos nenhuma perspectiva nesse sentido.

Poços Já: Uma das primeiras ações da atual administração foi a criação da Comissão de Prevenção às Enchentes. Alguns bueiros já foram limpos. Esse trabalho continua ou já foi finalizado?

Antônio Roberto: Continua. A gente fez os pontos cruciais, onde sabíamos que tinha mais problemas. Nossos trabalhos estão continuando, mas, aquela ação integrada, envolvendo Secretaria de Obras e Serviços Públicos, Planejamento e DMAE, foi um ataque rápido porque nós estamos, mais ou menos, trocando o pneu do carro com ele em movimento. Nós estamos num período chuvoso, então a gente teve que fazer essa ação integrada para minimizar qualquer problema que pudesse acontecer. Ela continua e, assim também, continuam os trabalhos de médio e longo prazo, feitos pela Secretaria de Planejamento, no sentido de planejar, no sentido de evitar que isso volte a acontecer.

Poços Já: Existe algum prazo para entrega das obras na ETE I?

Antônio Roberto: Sim, nós temos um prazo de conclusão dela para este ano. Mas, como tem fatores climáticos que interferem e alguns outros problemas como fornecimento de equipamentos, porque as empresas estão todas em férias coletivas, até que eles retornem e recomecem o trabalho, eu acredito que em um ano e meio essa ETE vai estar operando.

Poços Já: O que você pode ressaltar sobre o trabalho aqui?

Antônio Roberto: O DMAE vem fazendo um trabalho muito bom no sentido de redução de perdas, nós pretendemos continuar. É um trabalho que vem acontecendo já há décadas, nós vamos dar continuidade nesse trabalho. Nós estamos melhor distribuindo o pessoal como um todo, principalmente a área administrativa, distribuição de salas, de funções, de organizações. Então, a gente está tendo uma recepção muito boa do pessoal nesse sentido e eu acredito que, com esse ritmo que estamos indo, eu acredito que em uns seis meses nós consigamos até colocar o DMAE de volta no patamar que lhe é de direito.

Poços Já: Existe alguma dúvida bastante questionada pela população?

Antônio Roberto: Sim. Existe uma diferença muito grande entre falta d’água e desabastecimento. As pessoas confundem. Elas ligam muito no nosso 0800 e dizem: ‘Eu estou sem água’. Você vai na casa dela e tem água no reservatório interno que o DMAE exige que todos os imóveis tenham e que ele seja suficiente para o consumo de um dia. O que acontece é que, às vezes, a pessoa tem aquela torneira ligada direto na rua e fica sem água, mas tem água para banho, higiene pessoal, para cozinhar. E, certamente, antes que essa água termine, o sistema vai estar restabelecido. Nós vamos estar explicando isso porque, para consertar uma rede, tenho que fechá-la. Para lavar o reservatório. Só que nenhuma dessas atividades do DMAE demanda mais do que seis horas. Porque só depois de seis horas sem entrar água nas residências é que o Ministério das Cidades considera falta d’água. Até aí é um pequeno desabastecimento.

Poços Já: Existe algum limite mínimo de água que esse reservatório precise ter?

Antônio Roberto: O que exigimos é um mínimo de 500 litros. E, pelos nossos cálculos, 500 litros dão para quatro pessoas passarem um dia. Inclusive, nesse volume que é considerado per capita de água de 150l/habitante dia, está inclusa a lavagem de roupas.

Poços Já: O que você acredita que pode melhorar com a comunicação entre o DMAE e o consumidor?

Antônio Roberto: O que aconteceu é que, durante muito tempo, o DMAE  não respondia às pessoas e isso, além de desrespeitoso com o nosso consumidor, acabou dando uma certa facilidade para as pessoas ficarem questionando e reclamando de algumas coisas sem razão. Então, vamos estar em todas e quando a pessoa estiver certa nós vamos pedir desculpas, vamos dizer que vamos procurar melhorar.

Poços Já: Existe alguma proposta de criar um canal que possa responder às reclamações e dúvidas da população?

Antônio Roberto: O DMAE já tinha página no Facebook. Infelizmente, a pessoa que saiu daqui não deixou a senha e tivemos uma certa dificuldade, mas, junto à empresa de comunicação contratada nós conseguimos recuperá-la e o assessor já está respondendo via Facebook do DMAE. Eu pedi para que não fique nenhuma indagação sem resposta até porque a maioria das reclamações não procede.

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