terça-feira , 12 dezembro 2017
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Pagamento do piso salarial dos professores não começa este ano, segundo secretária de Educação


Flávia Vivaldi é doutora em Psicologia Educacional (foto: Gabriela Bandeira/ Poços Já).

Antes de assumir a secretaria de Educação a pedido do prefeito Sérgio Azevedo, em janeiro deste ano, a mestre e doutora em Psicologia Educacional, Flávia Vivaldi, trabalhou como supervisora pedagógica por 20 anos. Em entrevista ao Poços Já, ela comentou sobre os desafios que tem encontrado no setor e o que acredita que precisa mudar para que a educação seja de qualidade no município.

Segundo a secretária, o orçamento deste ano não prevê o pagamento do piso salarial do magistério. Mas ela adianta que estudos serão feitos para garantir a aplicação da lei. Ela também acredita que outra medida importante dessa gestão é a implantação da tecnologia para facilitar o acesso das crianças às vagas em creches.

Poços Já: O que você acredita que precisa ser mudado a partir de agora?

Flávia: Acredito que alguns avanços são necessários na educação, principalmente no processo de formação dos professores, o processo de organização para implantação da lei do piso salarial. Nós já estamos, inclusive, organizando um cronograma de visita às escolas para consulta que possa mostrar, de fato, qual impacto financeiro da implantação da lei do piso para a Prefeitura Municipal. Paralelo a isso, nós temos também alguns objetivos que são muito pertinentes ao que a gente entende de Educação. Uma educação que preze pela qualidade precisa garantir um processo de diálogo, um processo do exercício de respeito e da transparência.

Poços Já: Existe alguma previsão para início do pagamento do piso salarial dos professores?

Flávia: A previsão de implantação, com certeza, não é para 2017. Em 2017 nós trabalhamos com um orçamento feito em 2016 e não havia previsão disso. E, principalmente, porque nós temos uma previsão do impacto financeiro que não é fidedigna à realidade. A partir desta consulta que nós vamos iniciar na semana que vem e, individualmente, sabendo a postura de cada professor em relação àquilo que seria sua preferência da aplicação de 1/3 sobre quantas horas por dia é que a gente tem condições de ter, de fato, uma avaliação do que seria o impacto financeiro para, aí sim, fazer uma previsão de quando poder implantar.

Poços Já: Como você tem lidado com a comunicação entre a secretaria de educação e a população ou mesmo entre os funcionários daqui?

Flávia: Então, o que nós temos feito é um pacto com as lideranças da nova equipe da secretaria no sentido de que, tudo aquilo que for compartilhado com a população ou mesmo internamente, que seja a partir de evidências, de dados. Então, nós estamos colocando na Secretaria de Educação uma postura mais científica e que dê tranquilidade para as pessoas de que não é uma decisão pessoal ou uma decisão com base em achismos ou opinião. Tudo aquilo que nós temos buscado é entender o processo de gestão dos recursos do financiamento da educação pública para que a gente possa fazer uma gestão moral desses recursos. Isso é o que causa mais polêmica em relação aos profissionais de educação e a comunidade como um todo, mas de qualquer forma a gente tem muita tranquilidade porque houve uma aceitação muito grande dessa equipe de trabalho e das pessoas que já puderam conhecer. Eu tenho absoluta segurança de que, à medida que a gente for tornando esse processo transparente e participativo, as coisas vão se normalizando.

Poços Já: Uma das grandes preocupações locais é com relação a encontrar creches municipais para matricular os filhos. Como está esta situação?

Flávia: O problema de vagas em creche é sempre um grande desafio porque é quase que impossível a gente garantir o atendimento de 100%, uma vez que há constante renovação de demanda. Mas o que nós, nesse princípio de transparência, já fizemos, é tomar providência com as ferramentas tecnológicas para que estas listagens sejam disponibilizadas para a população. A população será nosso grande aliado nesse processo para que ninguém pegue a vaga de ninguém, porque uma grande queixa é que pessoas às vezes são privilegiadas e esta gestão do personalismo a gente quer bem distante da nossa proposta. A ferramenta de transparência para vagas nas creches e escolas já está sendo providenciada pela empresa que presta serviços de informática e o mais breve possível isso vai ser acompanhado pela população.

 

Poços Já: O que você considera que seria a marca da sua gestão aqui na secretaria?

Flávia: O trabalho com uma gestão moral. Eu sou uma pesquisadora da psicologia moral e eu busco coerência na minha vida, então eu não tenho condições de estar à frente de um processo de gestão da educação pública municipal e honrar com os princípios morais que norteiam a minha vida. Então, esses princípios vão estar sempre pautando minhas atitudes. Isso, em alguns momentos, pode desagradar algumas pessoas, mas nosso objetivo maior é, de fato, trabalhar com um princípio coletivo. Aquilo que é melhor para a educação de Poços e que é direito das pessoas.

Poços Já: A secretaria de Educação pretende fazer alguma parceria com universidades?

Flávia: Nós estamos reestruturando as parcerias da secretaria de Educação com as universidades, já estamos em parceria com a Unifal, com o IF Sul de Minas, para poder oferecer uma educação que se estenda das escolas e vá para as universidades. Em breve, o Centro de Referência do Professor vai estar compartilhando com a cidade um programa de formação e de capacitação e isso tenho absoluta segurança que vai tornar muito mais fácil a qualidade da educação praticada nas escolas.

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