domingo , 19 novembro 2017
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Sindicato dos bancários paralisa 98% das agências de Poços e região


A inflexibilidade da Fenaban na negociação poderá prolongar a greve dos bancários em todo o país.
A inflexibilidade da Fenaban na negociação poderá prolongar a greve dos bancários em todo o país.

A greve dos bancários completa 12 dias corridos, neste sábado (17), e até o momento não houve acordo entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários quanto às reivindicações de reajuste salarial por parte da classe trabalhadora. Em menos de duas semanas, 88 (das 90) agências de Poços de Caldas e região tiveram suas atividades paralisadas, o que representa um total de mais de 700 profissionais fora de seus postos de trabalho. Só em Poços e Andradas 100% das agências aderiram à greve.

Junto ao Comando Nacional dos Bancários, o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Poços de Caldas e Região (Sintraf-PCR) luta por questões como o reajuste salarial de 16% (tendo em vista que a alta da inflação foi de 9,88%); piso inicial, no setor bancário, de R$3.299,66; também o reajuste de benefícios; além de melhores condições de trabalho; aumento das contratações; fim das demissões em massa e do enxugamento das equipes das agências, o que tem gerado a sobrecarga de trabalho dos profissionais da categoria; dentre outras reivindicações.

Fenaban inflexível

Mesmo com os reflexos das manifestações acontecendo em todo o país, a Fenaban tem se mostrado fechada ao diálogo com a classe trabalhadora, o que – segundo os sindicatos – poderá agravar o quadro da greve nas próximas semanas. “Desde o dia 11 de agosto, quando encaminhamos a pauta de reivindicações dos bancários à Fenaban, recebemos apenas uma contraproposta, impossível de ser aceita pela classe trabalhadora. Os 5,5% de reajuste salarial em todas as verbas, que nos foram oferecidos pela Federação Nacional dos Bancos, estão bem abaixo do índice inflacionário e depreciam a remuneração do trabalhador. Esta postura inflexível por parte dos bacos poderá prolongar os dias de paralização, o que trará grandes prejuízos aos usuários”, revela o presidente do Sintraf-PCR, Agnaldo Alves Viana.

Importância do acordo

O mandatário do sindicato destaca também a importância do acordo entre as partes para a minimização dos transtornos à população. “O desejo de cada trabalhador é poder retornar ao seu posto de trabalho para prestar o devido atendimento que a população necessita. Mas precisamos, sobretudo, de melhores condições de trabalho e reajustes mais dignos para toda a categoria. Neste momento culminante da greve, o Governo Federal tem sido o principal atravancador nas negociações, por meio da adoção de políticas que não beneficiam classe trabalhadora”, ressalta Viana.

No fim da tarde da última sexta-feira (16), bancários de toda a região se reuniram na sede do Sintraf-PCR para avaliar os resultados da greve e traçar novas diretrizes para a próxima semana. Na segunda-feira (19), o sindicato irá distribuir panfletos, contendo informações de utilidade pública à população, explicando o porquê da greve e instruindo o cidadão sobre como efetuar suas operações bancárias durante o período de paralisação das agências na região.

Fonte: ACS Sintraf

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