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Davison Advogado
Prefeito acredita que mutirão será finalizado em julho do próximo ano.
Prefeito acredita que mutirão será finalizado em julho do próximo ano.

O prefeito Eloísio Lourenço anunciou, na tarde desta segunda-feira (11), um mutirão de cirurgias eletivas. A intensificação é possível devido ao repasse do Ministério da Saúde de R$1,47 milhão para que os serviços sejam pagos com valor três vezes acima da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é zerar a atual fila de espera, com a realização de 1864 procedimentos.  Em 2012, foram 495.

As cirurgias eletivas são aquelas em que há a possibilidade de espera pelos pacientes, ao contrário dos casos urgentes. Elas serão feitas nos hospitais da Santa Casa e Santa Lúcia, além da colaboração do Consórcio Intermunicipal de Saúde Micro Região Alto Rio Pardo (Cismparpa). São mais de 100 tipos de operações autorizadas, entre elas as de catarata, vesícula, hemorroida, próstata, retirada de nódulos e ortopédicas. “Houve um diferencial na busca pelos recursos. É um momento importante para nós, porque vai atender as pessoas que estão há muito tempo esperando na fila. Acreditamos que até julho do ano que vem tenhamos concluído todo esse processo”, comenta o prefeito Eloísio Lourenço.

Mutirão foi anunciado em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (11).
Mutirão foi anunciado em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (11).

A superintendente da Santa Casa,  Renata Santos, explica que a remuneração da equipe médica é a maior dificuldade para realização das cirurgias. “Não existe motivação do médico para trabalhar na tabela do SUS. A meta da Santa Casa é fazer no mínimo 100 cirurgias por mês. Resolvendo a fila de espera de Poços, vamos abrir para os pacientes de outros municípios. Mas a prioridade é para Poços de Caldas”.

Os pacientes começam a ser chamados ainda nesta semana. Os exames necessários serão feitos nos hospitais, o que vai agilizar o processo.  A previsão é que o agendamento, o pré-operatório e a cirurgia sejam realizados em menos de um mês.

A continuidade dessa prática pode ocorrer de acordo com a avaliação do governo federal. “A cada três meses, o Ministério da Saúde avalia os resultados. O cadastro dos pacientes na fila de espera continua, mas serão priorizados os que já estão cadastrados”, conta a secretária de saúde Aparecida Pimenta.