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Chico Hazzor assistiu ao show realizado em Poços de Caldas
Chico Hazzor assistiu ao show realizado em Poços de Caldas

O radialista Chico Hazzor é fã de Raul Seixas desde criança, nos anos 70. “A gente ouvia rádio e Gita estava nas paradas de sucesso. No começo, dava impressão que era um cantor romântico. Depois foi despontando e hoje é considerado um dos pioneiros do rock brasileiro”.

Se Raul estivesse vivo, completaria hoje 68 anos. Chico assistiu dois shows do roqueiro baiano, um deles em Poços de Caldas. Mas não teve muita sorte. O primeiro foi em 1983, no Festival de Águas Claras, interior de São Paulo. Ele conta, nostálgico, que viajou durante toda a noite para chegar à cidade de Bauru. De lá, foram mais três horas de viagem até o local em que seria realizado o “Woodstock brasileiro”: a Fazenda Santa Virgínia, na cidade de Iacanga.

A chegada ocorreu na sexta-feira e Raul se apresentaria no domingo. A expectativa era grande, mas não foi correspondida. O ídolo tocou apenas três músicas: Gita, Maluco Beleza e Metamorfose Ambulante. A plateia agitada conseguiu trazê-lo de volta, mas foi em vão. “Foi uma decepção. Ele voltou e disse que foi contratado para apenas uma música e já tinha cantado três”.

Anos depois, Chico teve outra chance. Em 1989, Raul Seixas e Marcelo Nova fizeram a turnê “Panela do Diabo”, com 50 shows pelo Brasil. Poços de Caldas foi incluída. A apresentação ocorreu no ginásio Dr. Arthur de Mendonça Chaves. “Ele estava bem debilitado. Cantava algumas músicas, mas não tinha mais aquela vivacidade de Raul Seixas. Vestido de terninho branco, ficava parado em frente ao microfone, com o violão.  O Marcelo Nova conduzia o show”.

Apesar de tudo isso, a admiração continua.”Eu gosto muito das músicas dele. Tenho camiseta, tenho boné, tenho os discos. Sou fã incondicional”. Raul morreu em 21 de agosto de 1989, vítima de uma parada cardíaca devido à pancreatite aguda, agravada pelo alcoolismo e pela diabetes.

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